Presidência da República Portuguesa
Boletim Informativo nº 25
11 de Março de 2009
Intervenção do Presidente da República na Sessão Solene – 50 anos da morte do Almirante Gago Coutinho na Sociedade de Geografia
“Para termos confiança em nós, precisamos de saber onde estamos e para onde vamos”
Sessão Solene – 50 anos da morte do Almirante Gago Coutinho, Sociedade de Geografia, 17.02.09

A palavra privada

Um dos pontos essenciais da agenda de trabalho do Presidente da República centra-se na realização regular – praticamente, diária – de audiências às mais diversas personalidades e instituições nacionais e estrangeiras. Deste modo, o Presidente da República contacta com a realidade e recebe informação do que de mais relevante se vai passando em Portugal e no Mundo. Pode também, nessas ocasiões, exercer uma magistratura de influência através do uso da «palavra em privado», para usar uma expressão da sua própria autoria.

Audiência a uma delegação da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República

Além das reuniões semanais com o Primeiro-Ministro, no mês de Fevereiro, o Presidente Cavaco Silva recebeu em audiência, entre outras entidades, o Procurador-Geral da República, uma delegação da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, o Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, o Governador do Banco de Portugal, uma delegação do CDS-PP, uma delegação da Fundação Talento, criada com base na rede social “The Star Tracker”, o Presidente da Comissão Europeia, a Direcção da Associação Comercial de Lisboa, a Direcção da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – CGTP -Intersindical, o Presidente do Governo Regional dos Açores e os novos órgãos associativos da União das Mutualidades Portuguesas.


A palavra pública

O conhecimento que o Presidente da República possui da realidade do País permite-lhe, no uso da palavra pública, falar aos Portugueses com fundamento e autenticidade. Consciente das dificuldades que Portugal atravessa, o Presidente Aníbal Cavaco Silva tem também afirmado, em várias ocasiões, que os Portugueses não podem deixar-se abater pelo pessimismo e pelo desânimo e que têm de acreditar nas suas capacidades para enfrentar os desafios do presente, sob pena de hipotecar o seu futuro e o das gerações vindouras.

Presidente da República com as crianças na inauguração do Centro de Acolhimento Temporário para crianças e jovens em risco - CAT, na freguesia de Raiva em Castelo de Paiva

Foi essa a mensagem que Aníbal Cavaco Silva transmitiu ao deslocar-se aos concelhos de Anadia e de Castelo de Paiva, no dia 6 de Fevereiro. Ao longo do seu mandato, o Presidente da República tem percorrido o País de uma forma muito intensa, pois sabe que o conhecimernto da realidade só pode fazer-se através de uma relação de proximidade e confiança com todos os cidadãos.

Os mais jovens, a quem o Presidente Cavaco Silva tem dedicado especial atenção, constituíram o tema da 2ª Jornada do Roteiro para a Juventude, realizada nos dias 13 e 14 de Setembro, tendo por título «Autonomia, Associativismo Juvenil: Arte e Cultura». No dia 13, no Tramagal, Aníbal Cavaco Silva esteve na Associação Juvenil CISTUS. Na tarde desse dia, visitou o projecto educativo «O Espaço do Tempo», no Convento de Nossa Senhora da Saudação, em Montemor-o-Novo, e, em Sesimbra, acompanhou os projectos da Associação Juvenil ANIME. No dia 14, em Oeiras, visitou a oficina dos «Artesãos de Guitarras» (Quinta de Salles, Outurela) e o Centro de Experimentação Artística do Clube Português de Artes e Ideais (CIPAI), na Fábrica da Pólvora, em Barcarena.

Cultura e Ciência

O Presidente da República esteve presente, no dia 2 de Fevereiro, na atribuição do Prémio Fernando Namora a Mário Cláudio, que enalteceu como «um escritor que associa, ao aspecto original das suas histórias, uma enorme atenção à nossa História comum, aos nossos antepassados, em especial aqueles que melhor exprimiram artisticamente o nosso modo de ser e sentir».

Presidente da República e Dra Maria Cavaco Silva na Presidente da República inauguração da Exposição: A Evolução de Darwin

No dia 12, inaugurou a exposição «A Evolução de Darwin», na Fundação Calouste Gulbenkian, e, no dia 17 de Fevereiro, participou na sessão solene comemorativa dos 140 anos do nascimento do Almirante Gago Coutinho e dos 50 anos da sua morte. Nesta sessão solene, que teve lugar na Sociedade de Geografia de Lisboa, Aníbal Cavaco Silva, naquilo que tem sido uma preocupação constante nas suas evocações do passado, salientou a importância da memória como exemplo de presente e modelo de futuro.

Presidente Cavaco Silva visita uma mostra com as mais significativas doações do Almirante Gago Coutinho à Sociedade de Geografia de Lisboa 

Disse, na ocasião:

“O Almirante Gago Coutinho era um espírito positivo, racional e matemático. Acreditava no método científico que desenvolveu a tal ponto que nele confiou serenamente a sua vida e a do seu companheiro de viagem. O homem de ciência que homenageamos ensinou-nos que, para termos confiança em nós, precisamos de saber onde estamos e para onde vamos. Eis a mais profunda lição do eminente engenheiro geógrafo que foi o Almirante Gago Coutinho.”

Foi também em nome de uma atitude de responsabilidade cívica e profissional que o Presidente da República se dirigiu à classe médica, no dia 19 de Setembro, ao discursar na Sessão de Abertura do III Congresso da Comunidade Médica de Língua Portuguesa:

Presidente da República na Abertura do III Congresso da Comunidade Médica de Língua Portuguesa

“É conhecida a atenção que tenho dado aos problemas da exclusão social e sei bem como os profissionais da saúde estão diariamente empenhados em minorar o sofrimento e melhorar o bem-estar das pessoas.
Estou consciente da interligação entre a doença e a pobreza e preocupam-me os efeitos que novas situações de pobreza irão ter no sistema de saúde.
O exercício da Medicina determina um nível de responsabilização máxima e exige conhecimentos vastos, sempre em actualização, em condições tantas vezes penosas de trabalho e cansaço físico e mental.
São muitas as dificuldades que os profissionais de saúde encontram no seu esforço diário para responder aos problemas e às necessidades das populações.
O melhor da Medicina é muitas vezes praticado por aqueles que preferem a discrição e cujo labor não é conhecido da generalidade dos cidadãos. Pelo seu esforço constante, muitas vezes com riscos pessoais nem sempre devidamente valorizados, é merecida uma palavra de reconhecimento a todos os Médicos da Comunidade de Língua Portuguesa.”

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