O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa dirigiu uma mensagem de apelando ao voto amanhã, 8 de fevereiro de 2026, dia do segundo sufrágio das Eleições Presidenciais:
"Portugueses,
Hoje, como sempre, falo para todos vós.
Mas falo, em especial, para os que perderam familiares e próximos, os que ficaram sem casa ou sem casa com condições para nela viverem, os que perderam culturas agrícolas, lojas, oficinas, fábricas, os que ficaram dias e noites sem água, luz, telefone, os que viram florestas vergarem, os que sofreram e sofrem cheias imprevisíveis, os que desanimaram, tiveram medo, se sentiram isolados, angustiados ou desesperados.
Para essas centenas de milhares, em cidades, vilas, aldeias, lugares, casas perdidas nas serras.
A todos vós e a todos que vos têm dado o que podem e não podem, agradeço a resistência, a coragem, a determinação de não ceder, de não desistir, de não largar um centímetro do que é vosso.
A todos vós agradeço a resposta dada no dia 1, quatro dias apenas depois da calamidade de 28 de janeiro.
A vossa resposta foi votarem. Votarem em massa. E, também, nas áreas devastadas. Também no voto antecipado.
Tal como há cinco anos foi votarem em pandemia, em todo o País, sem vacinas, com hospitais a transbordarem, com mortes a subirem, com contágios a galoparem.
Somos assim há novecentos anos. E por isso somos das Pátrias, das Nações, mais antigas da Europa e do Mundo.
Nascemos para resistirmos e resistirmos até vencermos. Somos um país de lutadores.
Votar amanhã é como votar na pandemia, em estado de emergência, ou, agora, quatro dias depois da tragédia.
Votar amanhã chama-se vencer a calamidade e refazer o nosso futuro.
Votar amanhã chama-se liberdade.
Votar amanhã chama-se Democracia.
Votar amanhã chama-se, acima de tudo, Portugal!"