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Presidente da República lamenta a morte do Professor Diogo Ramada Curto

Foi com tristeza e consternação que o Presidente da República tomou conhecimento da morte do Professor Diogo Ramada Curto que, com o seu trabalho universitário, a sua longa lista de livros e artigos publicados, bem como através de uma contínua e sempre assinalável participação no debate público sobre a cultura e a história portuguesas, se distinguiu na vida intelectual portuguesa.

Diogo Sassetti Ramada Curto foi um académico prestigiado, com passagem por universidades como o Instituto Universitário Europeu de Florença (onde ocupou a Cátedra Vasco da Gama), a “École des Hautes Études” em Paris, e as universidades de Yale, Brown, Barcelona ou São Paulo.

Era diretor da Biblioteca Nacional e professor catedrático da Nova FCSH. Galardoado com o Prémio do Pen Clube, em 2013, pelo seu livro “Para Que Serve a História?”, e diretor de importantes coleções de história e ciências sociais, a sua bibliografia inclui títulos como “História, Literatura e Arte” e, “Estudos sobre a Globalização”, “Um País em Bicos de Pés”, ou “O Colonialismo Português em África”.

Defendeu, na linha do seu mestre Vitorino Magalhães Godinho, que o estudo da História faz parte das necessidades de formação de cidadãos conscientes e ativos. Tratando temas como racismo, classe social e questões de género, a sua voz crítica ergueu-se frequentemente contra as visões mais tradicionais, complacentes ou apenas celebratórias da História Portuguesa, recusando-a como um dogma.

Como diretor da Biblioteca Nacional emprestou-lhe um novo carácter, dinamizando-a com inteligência e paixão, confirmando-a como lugar de estudo, encontro e debate, que desde sempre frequentou.

O Presidente da República apresenta as suas condolências à família e aos amigos de Diogo Ramada Curto, bem como à sua Universidade e à Biblioteca Nacional.