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Presidente da República lamenta a morte de Joaquim Letria

Foi com profunda tristeza que o Presidente da República recebeu a notícia da morte de Joaquim Letria, aos 82 anos. Portugal perde um dos nomes que definiram o jornalismo da democracia e uma figura incontornável na história da comunicação social e da televisão portuguesas.

Irreverente, desassombrado, sagaz, frontal e livre – quer como repórter e entrevistador, quer como fundador de jornais e revistas –, Joaquim Letria foi um dos grandes renovadores do jornalismo no nosso país.

Após uma carreira internacional, que passou pela Associated Press e pela BBC, regressou a Portugal, em 1974, para ajudar a construir uma informação pública à altura da liberdade conquistada, ficando associado a momentos decisivos da nossa vida democrática, como a cobertura das primeiras eleições livres ou o histórico debate entre Álvaro Cunhal e Mário Soares. Foi ainda porta-voz da Presidência da República nos mandatos do General Ramalho Eanes; presidente do Sindicato dos Jornalistas; e professor de várias gerações de jornalistas, a quem transmitiu o rigor e a coragem de fazer as perguntas que era preciso fazer.

Aos seus familiares, aos que com ele privaram e aos jornalistas portugueses, o Presidente da República deseja manifestar o seu pesar, mas também a enorme gratidão pelo trabalho de Joaquim Letria, cujo nome ficará registado na memória do jornalismo português e da liberdade de imprensa em Portugal.