Foi com profunda consternação que o Presidente da República tomou conhecimento dos ataques aéreos russos contra a localidade de Komyshuvakha, na região de Zaporizhzhia, na Ucrânia, os quais tiveram como alvo uma escola que funcionava como instalação humanitária e dos quais resultaram mais de duas dezenas de vítimas mortais, pessoas que aí se encontravam a receber ajuda humanitária.
O Presidente da República condena firmemente este ataque, que é especialmente censurável pelo facto de se ter dirigido a uma escola que servia de instalação humanitária, infraestrutura protegida pelo Direito Internacional Humanitário, e reafirma o compromisso de Portugal com a Declaração sobre Escolas Seguras e as Diretrizes para a proteção de escolas e universidades contra a utilização militar durante conflitos armados.
Em nome pessoal e no do povo português, o Presidente da República dirigiu uma mensagem de condolências ao seu homólogo ucraniano e, por seu intermédio, ao povo ucraniano e às famílias das vítimas de mais este ataque.
Somando-se à recente intensificação dos ataques russos contra a infraestrutura energética ucraniana, este ataque vai em sentido contrário às expectativas geradas nos últimos dias em torno da retoma das conversações de paz. Portugal manifesta a sua sincera expectativa de que destas possa resultar uma solução que ponha rapidamente termo a esta guerra, garanta uma paz justa, abrangente e duradoura, em linha com o direito internacional, e assegure o respeito pela soberania e integridade territorial da Ucrânia.