Quem, como o Presidente da República, era jovem durante as décadas em que se revelaram os cineastas franceses da Nova Vaga, não esquece o salto em frente que para muitos (sobretudo, mas não só, estudantes universitários, críticos, jornalistas, escritores, artistas) representava aquele cinema vivo e inventivo, que se parecia pouco ou nada com o que tínhamos visto antes.
Os cinéfilos portugueses, e em particular os que estiveram direta ou indiretamente ligados ao nosso Cinema Novo, devem-lhes, a Godard e aos outros, um forte desejo de experimentação, ousadia e liberdade.
Dessa geração, Jean-Luc Godard teve a carreira mais longa, mais diversa e, a vários títulos, mais radical. A sua morte, nomeadamente para quem é do tempo de “O Acossado” ou “Pedro o Louco”, simboliza a morte de uma certa ideia de cinema.