Com o desaparecimento da extraordinária figura do Maestro Álvaro Cassuto (1938-2026), Portugal perde um dos seus grandes criadores e uma figura de referência na história da música e da divulgação musical contemporâneas.
Clássico, moderno, sofisticado, cosmopolita, apaixonado – tanto como compositor como nas suas escolhas de repertório enquanto maestro, Álvaro Cassuto foi um dos grandes intérpretes e divulgadores da música clássica no nosso país (nomeadamente com a fundação da Nova Filarmonia, mas também com a sua ligação à Orquestra Sinfónica Portuguesa, à Orquestra Metropolitana ou à Orquestra do Algarve).
Condecorado com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, a sua ligação ao país nunca foi quebrada apesar de uma carreira internacional marcada pela direção de orquestras tão prestigiadas como a Sinfónica de Londres, a Filarmónica da BBC, a Orquestra Nacional de Espanha, a Royal Scottish, ou as de Filadélfia, São Petersburgo, Los Angeles, Praga ou Paris. Com algumas delas efetuou gravações discográficas marcantes, eternizando as suas interpretações de compositores como Marcos Portugal, Domingos Bontempo, ou Joly Braga Santos, Vianna da Mota ou Luís de Freitas Branco, entre outros.
À Sua Família, aos seus amigos e aos amantes da música em Portugal, o Presidente da República deseja manifestar o seu pesar, mas também a enorme gratidão pela música e pelo trabalho do Maestro Álvaro Cassuto, cujo nome ficará registado na memória da música do nosso tempo.