O Presidente da República participou no jantar que abriu o 8.º Congresso da Ordem dos Contabilistas Certificados – a primeira vez que se dirige, enquanto Chefe de Estado, aos contabilistas certificados portugueses.
Falou de uma profissão que começou na Aula do Comércio, fundada por Pombal em 1759 para formar os guarda-livros de uma Lisboa a reconstruir, e que hoje reúne cerca de 70 mil profissionais. «Muito mais do que guarda-livros», disse, «afirma-se como guardião da confiança e da credibilidade.»
Sobre a inteligência artificial, deixou um limite claro: «Nenhum algoritmo assume responsabilidades. A responsabilidade ética pertence, e continuará a pertencer, ao ser humano.»
E terminou com Pessoa: o desassossego do contabilista certificado já não é o de Bernardo Soares, fechado na Rua dos Douradores. «Um desassossego que já não é melancolia. É ambição.»